Os nómadas executivos estão a redesenhar o mapa do imobiliário desejável. Os destinos que escolhem estão a tornar-se os investimentos que vale a pena deter.
Uma nova classe de compradores chegou ao mercado imobiliário costeiro. Não o comprador de segunda habitação do ciclo anterior, a estacionar capital num imóvel utilizado três semanas por ano. O nómada executivo quer algo que trabalhe com mais afinco: um lugar que produza rendimento quando ele não está cá, gerido por pessoas que conhecem a hotelaria, numa localização que justifique a escolha pelos seus próprios méritos. O capital institucional europeu está a ler o mesmo sinal: €1,2 mil milhões foram investidos em apartamentos com serviços por toda a Europa em 2025, um máximo histórico. A convergência de aspiração de lifestyle e rendimento gerido já não é uma história de nicho. Está a tornar-se a lógica dominante de uma nova categoria de investimento.
A imagem popular do nómada digital — jovem, portátil num café, perpetuamente de passagem — não descreve o mercado que está a remodelar discretamente o imobiliário costeiro em Portugal e em toda a Europa do sul. O perfil que importa é diferente: profissionais experientes entre os trinta e os quarenta anos, tipicamente com capital significativo, que reestruturaram as suas vidas profissionais em torno da independência de localização e estão agora a fazer escolhas deliberadas, com horizonte longo, sobre onde se instalar e onde investir.
A investigação da Savills sobre nómadas executivos identifica a qualidade de vida como o factor de localização mais importante para este grupo, a superar o custo de vida, a eficiência fiscal e até a proximidade de centros de negócios. Estes compradores querem surf, sol, infra-estruturas fiáveis e sentido de lugar. Também tendem a compreender o rendimento. Quando encontram um destino que satisfaz o critério de lifestyle, colocam frequentemente a próxima questão: posso comprar aqui e rentabilizar o imóvel quando não estou em residência?
Essa questão tem agora uma resposta melhor do que alguma vez teve. O sector de apartamentos com serviços — produto residencial gerido profissionalmente que gera rendimento de arrendamento enquanto o proprietário está ausente — registou €1,2 mil milhões de investimento europeu em 2025, um aumento anual de 38% segundo dados da HVS e da Savills. O sinal institucional é claro: os activos residenciais geridos em destinos de lifestyle já não são considerados investimento alternativo. Tornaram-se uma alocação corrente.
Durante a maior parte da última década, os compradores enfrentavam uma escolha binária. Podiam comprar um activo de lifestyle — uma propriedade na praia, uma casa com surf, um lugar onde genuinamente queriam estar — e aceitar que seria um centro de custos durante a maior parte do ano. Ou podiam comprar um activo de rendimento: um imóvel de investimento no centro de uma cidade, gerido para gerar rendimento, num sítio onde não tinham qualquer desejo de passar o tempo. O mercado está agora a produzir uma terceira opção, e os compradores estão atentos.
A residência costeira gerida profissionalmente situa-se na confluência de ambas. O proprietário usufrui de uso pessoal durante os períodos pretendidos. Um operador de hotelaria especializado trata de tudo o resto: reservas, manutenção, gestão de hóspedes, optimização de receitas. O resultado é um imóvel que funciona genuinamente como activo financeiro, e não apenas como uma linha no balanço que exige recargas anuais.
Os compradores que avançam cedo para produto costeiro bem localizado com gestão profissional superaram consistentemente aqueles que aguardaram que o mercado validasse o seu instinto.
Savills European Serviced Apartment Spotlight, 2026Uma das duas Reservas Mundiais de Surf na Europa. Uma vila piscatória activa com uma comunidade genuína, a 45 minutos de Lisboa. Forte procura ao longo de todo o ano por parte de uma cultura global de surf e ar livre, com uma base crescente de nómadas executivos que a escolhem como base permanente.
Portugal tem atraído nómadas executivos por razões que vão muito além da fiscalidade: clima, segurança, domínio do inglês, qualidade das infra-estruturas e profundidade cultural — tudo com pontuação elevada no índice de qualidade de vida da Savills. Dentro de Portugal, a costa atlântica, e Ericeira em particular, construiu um perfil que vai muito além do turismo de surf. O estatuto de Reserva Mundial de Surf traz um público internacional consistente. A proximidade de Lisboa mantém-na conectada. A sua dimensão mantém-na autêntica.
O que torna Ericeira interessante do ponto de vista do investimento é a combinação de intensidade na época alta com uma procura crescente fora de época. O nómada executivo não desaparece em Outubro. O trabalho remoto e os padrões de residência flexíveis suavizaram as curvas de ocupação que antes tornavam os activos costeiros mais difíceis de caracterizar como investimentos geradores de rendimento. Um imóvel gerido profissionalmente em Ericeira hoje não é uma aposta sazonal. É uma proposta de doze meses.
Um empreendimento residencial gerido em Ericeira, concebido para compradores que pretendem um destino de surf e lifestyle de classe mundial como segunda habitação, com a opção de o entregar a uma gestão hoteleira profissional e gerar rendimento de arrendamento quando não estão em residência. Este é o meio-termo de ouro: um lugar que genuinamente se quer possuir, que se paga a si próprio quando não se está cá.
BrevementeDados de investimento europeu em apartamentos com serviços, modelação da procura de nómadas executivos, projecções de ocupação para o mercado de Ericeira e a estrutura de investimento completa do Atlantic Nomads. Compilado pela equipa de investigação da RE Sales.
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